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Na Amazônia, as grávidas ainda enfrentam longas viagens em canoas até a maternidade

Posted: 18 de jul. de 2010 | Publicada por AMC | Etiquetas:

Durante 2009 foi celebrado no Brasil um pacto para redução da mortalidade materno-infantil, assinado entre o governo federal e nove estados, com vista a melhorar as condições das gestantes e dos recém-nascidos. 
Um ano volvido, contudo, continua urgente o debate sobre a necessidade de políticas públicas específicas para a região amazônica, especialmente no que se refere à Mortalidade Materno-Infantil. Se na Região Sudeste, a peregrinação das grávidas tem sido em vans e ônibus em busca de vagas nas maternidades públicas; na Região Norte, a luta pela sobrevivência segue em barcos e canoas, por longas horas e até mesmo dias.
Entre 1990 e 2007, o índice de mortalidade infantil no primeiro ano de vida caiu de 47, para cada 100 mil nascidos vivos, para 19,3 mortes. Uma redução de 62%. Mas, nas Regiões Norte e Nordeste, a média é de 27 óbitos.
As características geográficas, as desigualdades sociais e a falta de infra-estrutura do poder público de boa parte dos municípios agravam o problema. O Amazonas, maior estado brasileiro, tem 62 municípios, muitos deles isolados e com acesso somente via aérea ou de barco. As cheias dos rios, por exemplo, dificultam o acompanhamento pré-natal. Outro problema comum às grandes cidades brasileiras é enfrentado em Manaus, para onde gestantes de outros municípios mais pobres são encaminhadas, sobrecarregando as maternidades da capital.

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