foto: Marcello de Paulo
Cerca de 300 vendedores ambulantes se reuniram por volta das 11h30 da manhã de hoje (28) para impedir uma suposta operação de derrubada do shopping popular, no Centro de Manaus. As obras do Camelódromo foram paralisadas no último dia 2 de agosto por recomendação do Ministério Público Federal no Amazonas (MPF/AM).
Segundo o órgão, a paralisação foi feita com base no laudo elaborado por arquitetos da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), que apontava que a construção do shopping impediria a visibilidade da orla do Rio Negro e do prédio da Alfândega de Manaus. Segundo a agência, a irregularidade gera prejuízos ao patrimônio histórico da cidade.
A obra está orçada em R$ 8 milhões e abrigará 1,7 mil vendedores ambulantes. O camelódromo passava por obras, mas deveria ficar no local por 36 meses. Após esse período, a estrutura seria removida e realocada na zona Leste de Manaus.
Manifestação
De acordo com o presidente do Sindicato do Comércio dos Vendedores Ambulantes de Manaus, Raimundo Sena, os ambulantes receberam a informação que 100 homens do Exercito Brasileiro estavam na área para derrubar a estrutura embargada.
Os ambulantes sairam pelas imediações convocando as pessoas para impedir a derrubada. Quando chegaram ao local, conversaram com o resposável pela operação e viram que tudo não passou de um mau entendido.
Segundo Raimudo Sena, o homens do Exército estiveram no local para realizar um treinamento e verificar se área tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico do Amazonas (IPHAM) não sofreu algum dano. Após o esclareciemento, o Exército deixou a área e os ambulamntes foram dispersados. Não houve nenhum confronto entre os envolvidos.
Passeata
Apesar do princípio de tumulto, os ambulantes aproveitaram a reunião para anunciar uma passeata em protesto contra o embargo da obra anunciada pela Antaq a partir da recomendação do Ministério Público Federal do Amazonas (MPF/AM). A manifestação deve acontecer neste sábado (28).
A concentração do protesto será realizada na Avenida Eduardo Ribeiro, próximo a Praça do Congresso, no Centro. Eles percorrerão toda a extensão da via até o camelódromo, na Rua Marquês de Santa Cruz.
O Instituto Municipal de Trânsito e Transporte (IMTT) informou que até as 13h15 não foi comunicado sobre a manifestação. Segundo o IMTT, passeatas e outros tipos mobilizações devem ser comunicadas com antecendência para que o instituto possa montar um esquema alternativo para não prejudicar o fluxo de veículos.
Em finais de Abril deste ano, o Ministério Público Federal do Amazonas (MPF/AM), recomendou ao Instituto Municipal de Planejamento Urbano e ao Instituto Nacional do Patrimônio Histórico (Iphan), que suspenda qualquer procedimento para instalação do "Shopping dos Camelôs" no Porto Privatizado de Manaus.
O MPF pede ainda que a prefeitura informe, no prazo de cinco dias, estudos, projetos e outros documentos técnicos sobre o assunto. O porto de Manaus foi tombado pelo Iphan, em 1987, e faz parte do sítio histórico de Manaus.
publicado no Portal Amazônia
[ACTUALIZADA]
Cf. também:
- Ambulantes fazem plebiscito para discutir construção de Shopping: A estimativa do Sindicato de Vendedores Ambulantes é que mais de 10 mil pessoas assinem o plebiscito a favor da construção
- Vereador José Ricardo pede investigaçao no camelódromo: Ele ainda questionou o fato do Porto
ser controlado por um grupo privado e não pelo poder público - Camelôs serão ordenados na área central de Manaus: Somente na Avenida Eduardo Ribeiro são mais de 500 ambulantes amontoados nas calçada
- MPF pede suspensão da instalação do "Shopping dos Camelôs": O porto de Manaus foi tombado pelo Iphan, em 1987
- Quase 100% da população quer retirada de camelôs, diz plebiscito






















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