Entretanto, não está nada pacífica a retirada de comerciantes e vendedores ambulantes da Ponta Negra, a zona de banhos de eleição da cidade de Manaus que por financiamento do Ministério do Turismo será transformada num complexo turístico. As obras vão interditar a zona por 18 meses e vendedores e comerciantes recusam-se a abandonar o local. Dizem que não são contra a reabilitação, mas que ninguém lhes propõe uma alternativa para poderem continuar a exercer as suas actividades, ao contrário do que sucedeu com os artesãos e camelôs.
O porta-voz da Prefeitura, o jornalista Cristóvão Nonato, confirma que a decisão é irreversível e põe uma pedra sobre o assunto: «Eles são comerciantes e sabem muito bem como se virar. Eles deverão buscar outros espaços. Se sentirem prejudicados que busquem seus direitos».
Hoje, na Ponta Negra, para mostrar que estão dispostos 'ao tudo ou nada', os comerciantes vestiam camisas brancas com a frase “Reforma sim. Ditadura não”.
Amanhã, domingo, começam a chegar as máquinas e sabe-se que foi pedido um reforço policial. A Perfeitura conta esvaziar e vedar o local na segunda-feira e alega que a pressa se deve aos prazos a respeitar por causa das verbas de financiamento acordadas com o Ministério. O prefeito Amazonino Mendes deverá visitar o local somente depois de 'desimpedido', isto é, na terça-feira. Nessa altura promete uma entrevista coletiva.
A retirada dos ambulantes, artesãos e comerciantes da Ponta Negra contará com reforço policial. Neste sábado (15), o grupo esteve reunido pela manhã na área do Anfiteatro para reafirmar a decisão de que não deixarão o Complexo.
Para mostrar que estão dispostos a irem para o tudo ou nada, os comerciantes vestiram camisas brancas com a frase “Reforma sim. Ditadura não”. A frase escolhida é uma referência a forma como, segundo eles, a Prefeitura de Manaus tem conduzido o processo de retirada. “Somos sim a favor do trabalho de revitalização da área, mas não da forma como a Prefeitura está fazendo, querendo nos tirar daqui na marra sem oferecer uma alternativa de um outro lugar para ficarmos, durante esses quase dois anos que a obra deverá durar”, declarou o comerciante Wolder Nogueira.
A ManausCult informou que neste domingo (15), a partir das 9h, vários caminhões estarão na área para levar o material de trabalho dos permissionários autorizados pelo órgão que atuam na Ponta Negra.
A urgência do início da obra é uma exigência para cumprimento dos prazos acordados com o Ministério do Turismo, órgão financiador do complexo turístico.
A retirada das barracas e boxes está programada para acontecer em duas etapas, informou a ManausCult. A primeira será amanhã, no trecho compreendido entre o muro do Tropical Hotel até o anfiteatro da Ponta Negra, desde as áreas do calçadão até a praia.
No dia 30 outubro próximo, a segunda parte dos permissionários será retirada, concluindo o fechamento total do complexo. Há estudos técnicos para ver a melhor forma de remanejar os autorizados, diz a ManausCult.
Para mostrar que estão dispostos a irem para o tudo ou nada, os comerciantes vestiram camisas brancas com a frase “Reforma sim. Ditadura não”. A frase escolhida é uma referência a forma como, segundo eles, a Prefeitura de Manaus tem conduzido o processo de retirada. “Somos sim a favor do trabalho de revitalização da área, mas não da forma como a Prefeitura está fazendo, querendo nos tirar daqui na marra sem oferecer uma alternativa de um outro lugar para ficarmos, durante esses quase dois anos que a obra deverá durar”, declarou o comerciante Wolder Nogueira.
A ManausCult informou que neste domingo (15), a partir das 9h, vários caminhões estarão na área para levar o material de trabalho dos permissionários autorizados pelo órgão que atuam na Ponta Negra.
A urgência do início da obra é uma exigência para cumprimento dos prazos acordados com o Ministério do Turismo, órgão financiador do complexo turístico.
A retirada das barracas e boxes está programada para acontecer em duas etapas, informou a ManausCult. A primeira será amanhã, no trecho compreendido entre o muro do Tropical Hotel até o anfiteatro da Ponta Negra, desde as áreas do calçadão até a praia.
No dia 30 outubro próximo, a segunda parte dos permissionários será retirada, concluindo o fechamento total do complexo. Há estudos técnicos para ver a melhor forma de remanejar os autorizados, diz a ManausCult.

Os comerciantes, artesãos e vendedores ambulantes que atuam na Ponta Negra, zona Oeste de Manaus, realizarão neste sábado (14), às 9h, uma reunião no Anfiteatro para decidir qual será a estratégia que irão adotar diante da determinação da Prefeitura de Manaus de retirá-los do espaço turístico.
No começo da semana, os permissionários foram informados por meio de uma notificação expedida pela Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), de que terão que deixar o local por conta do início das obras do Complexo.
“Funcionários da Prefeitura passaram por aqui hoje dizendo que vão disponibilizar caminhões e pessoas para ajudar a carregar nossas coisas. Não sabemos para onde vamos levar nosso material. Eles disseram para esperarmos em casa. Não vamos arredar o pé daqui. Sabemos que se sairmos não iremos mais voltar. Em nenhum momento, ninguém da Prefeitura nos propôs um outro lugar até que a obra fosse concluída. Com os camelôs o tratamento foi bem diferente”, declarou Ademir Ramos, mais conhecido como o “Rei da Praia”
De acordo com a Prefeitura, a retirada está programada em duas etapas. A primeira, neste sábado (14), no trecho compreendido entre o muro do Tropical Hotel até o Anfiteatro da Ponta Negra, desde as áreas do calçadão até a praia.
No dia 30 de outubro, a segunda parte dos permissionários será retirada, concluindo o fechamento total do complexo.
Conforme nota de esclarecimento, a Prefeitura informou que desde 2009, a administração municipal, por meio da ManausCult vem realizando reuniões periódicas com os permissionários do Parque Cultural, Esporte e Lazer Ponta Negra, informando a respeito da paralisação das atividades no local.
Os permissionários alegam que nunca foram informados previamente da decisão e exigem que a Prefeitura estude uma forma de realocá-los. “Tudo isso que eles estão falando é mentira. A gente sempre ouviu boatos por aqui que a gente tinha que sair, mas dá um prazo curto desse e ainda por cima não oferece outra alternativa, parece uma ditadura”, declarou Walder Nogueira proprietário há oito anos do box 49.
O porta-voz da Prefeitura, jornalista Cristóvão Nonato, disse que a decisão é irreversível. “Eles são comerciantes e sabem muito bem como se virar. Eles deverão buscar outros espaços. Se sentirem prejudicados que busquem seus direitos”, declarou.
O jornalista ressaltou que a permissão que os ambulantes têm hoje é precária.“Se eles desejarem retornar, deverão se adequar às exigências e se habilitarem a uma nova concorrência para a ocupação do espaço”, explicou Cristóvão.
No caso dos artesãos que hoje ocupam a área do antigo estacionamento, a situação não é diferente.
De acordo com a artesã Dirce Melo, a Prefeitura em nenhum momento ofereceu alternativas para onde eles serão remanejados, para colocar a feira em funcionamento, durante os 18 meses de execução das obras, que transformará a Ponta Negra em um complexo turístico. “Muitas pessoas, entre os 120 artesãos que trabalham na feira, têm apenas este meio para sustentar a família, e estão temerosas com o que está por vir. Não temos para onde ir. Todos os artesãos estão regulamentados, fomos reconhecidos como utilidade pública, então não podemos ser descartados como se fôssemos lixo“, desabafou a artesã.
A Prefeitura de Manaus, por meio de seu porta-voz, Cristóvão Nonato, informa que a Secretaria Municipal do Trabalho e Desenvolvimento Social (Sentrad) estaria entrando em consenso com os artesãos, a respeito de um local para onde eles serão remanejados.
Segundo ele, os artesãos dariam sugestões de locais para montar a feira, durante o tempo em que as obras estarão sendo realizadas. Entretanto, não há previsão dos artesãos retornarem para o lugar após a conclusão das obras.
“O novo projeto da Ponta Negra contempla uma série de mudanças, lá haverá espaço para o comércio de artesanato, por exemplo. Mas para isso, as pessoas terão que estar regulamentadas. Não será permitida por exemplo, a venda de comidas”, informa o porta-voz da Prefeitura.
publicado no jornal A Crítica
* com informações de Acyane do Valle






















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