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Quase uma semana depois, a notícia do início dos debates na TV e da nova sondagem chega à imprensa portuguesa

Posted: 18 de ago. de 2010 | Publicada por AMC | Etiquetas:

 foto: Fernando Donasci

Leio em O Público:

A candidata às presidenciais brasileiras Dilma Rousseff continua a sua trajectória ascendente nas sondagens e tudo lhe parece favorável, agora que começou a campanha eleitoral na rádio e televisão. “Quem sabe onde vai parar?” comenta o presidente do instituto de sondagens Vox Populi.
Analistas falam numa possível vitória já na primeira volta, a 3 de Outubro. E o Presidente Lula da Silva mudou o discurso em relação a uma intervenção num futuro governo da sua candidata, garantindo que vai continuar a prestar atenção do que se passa no país e não deixará de apontar “erros”.
O tempo de antena dos políticos na televisão e rádio começou na terça-feira à noite no Brasil com os dois principais candidatos a fazerem aquilo que se esperava deles: Dilma Rousseff a surgir perto de Lula, para se apresentar aos que ainda não sabem que ela é a candidata do Presidente (e muitos ainda não sabem), e o ex-governador de São Paulo José Serra a ser tratado por “Zé”, tentado aparecer menos distante do brasileiro comum.
Os tempos de antena deverão aumentar a vantagem de Dilma Rousseff, a candidata com mais potencial de crescimento, explicou ao PÚBLICO, por telefone, o sociólogo Marcos Coimbra, presidente do instituto de sondagens Vox Populi.
O último inquérito deste instituto dava à candidata de Lula da Silva uma vantagem de 16 pontos percentuais sobre José Serra, com 45 por cento das intenções de voto contra 29 por cento para Serra. No fim-de-semana, uma sondagem do instituto Datafolha dava 46 por cento das intenções de voto a Dilma e 33 por cento a Serra.
O prognóstico começa a desenhar-se cada vez com mais nitidez: “Em todas as eleições brasileiras presidenciais modernas o candidato que ia à frente nas sondagens nesta altura venceu – se não logo na primeira volta, na segunda”, nota Marcos Coimbra.
E uma vitória logo na primeira volta, algo que Lula nunca conseguiu, é uma hipótese que começa a ser mais colocada. “Dilma ainda mostra perspectivas de crescimento e é pouco provável que Serra consiga crescer”, diz Marcos Coimbra. A candidata do Partido dos Trabalhadores (PT) aparecerá na campanha eleitoral ligada ao popular Presidente Lula. “Hoje, cerca de 80 por cento dos eleitores são capazes de associar Dilma a Lula, mas menos de 25 por cento dizem conhecê-la bem. Faltam 20 por cento que nem sequer a conhecem”, escreveu Marcos Coimbra num artigo no Correio Braziliense.
Ao PÚBLICO, o presidente do Vox Populi explicou ainda a falta de hipóteses de crescimento de Serra, que já foi candidato a Presidente em 2002 mas perdeu para Lula. “Serra é já um candidato muito conhecido e está na contra-mão, porque a maior parte do eleitorado deseja a continuidade do Governo Lula, e Dilma representa essa continuidade”.
Para sublinhar a ligação com a sua candidata, Lula veio agora dizer que irá ter um papel activo num Governo de Dilma Rousseff. “Quem pensa que vou deixar a Presidência e vou para Paris” – uma referência ao seu antecessor Fernando Henrique Cardoso – está enganado, disse Lula numa visita a Petrolina, Pernambuco. “Não, eu vou para o sertão brasileiro, vou viajar por esse país inteiro para ver o que fiz e o que não fiz”. E se nessas viagens “tiver alguma coisa errada”, continuou Lula, “vou pegar no telefone e ligar para minha presidenta e dizer ‘olha, tem uma coisa aqui errada. Pode fazer, minha filha, que eu não consegui fazer’”, concluiu, citado na edição de ontem do jornal Folha de São Paulo que escreveu em manchete: “Lula diz que terá papel activo se Dilma vencer”. As declarações contrastam com o que tinha afirmado antes sobre um futuro Governo Dilma: “Rei morto, Rei posto”.
Marcos Coimbra comenta que Lula é um político que “pensa por etapas”. Agora já terá começado a pensar no que vai fazer com Dilma Rousseff Presidente.

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