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"Os polícias antimotim dispersaram com dureza os manifestantes" que estão mais perto do Congresso, de acordocom o diário espanhol.
Segundo fontes policiais ao "Publico.es", 23 pessoas foram detidas.
A tensão aumentou com a chegada de agentes anti-distúrbios em sete carrinhas policiais que se posicionaram de forma a abrir um grande círculo no meio até ali ocupado pelos manifestantes, junto de uma das barreiras que bloqueia o acesso ao Congresso.
Grita-se "O povo unido jamais será vencido", de acordo com imagens em direto da RTVE. Os ânimos exaltaram-se cerca das 20h45 (19h45 em Lisboa) e os manifestantes começaram a romper o cordão policial. Vê-se a polícia a deter pelo menos quatro pessoas, o que enfureceu a multidão, que derrubou grades e um agente foi violentamente agredido por três manifestantes.
Nas imagens difundidas pela televisão espanhola, alguns dos manifestantes começaram a sentar-se no chão e a levantar as mãos em sinal de tréguas, pedindo à polícia para não avançar. Mas numa das laterais do protesto, a polícia começou a avançar, recorrendo à bastonada de forma indiscriminada. Centenas de pessoas fugiram.
A polícia conseguiu formar de novo uma barreira e agora está a tentar dispersar a multidão que se refugia nas ruas e edifícios adjacentes à Praça Neptuno para escapar às cargas dos agentes.
Decretada "tolerância zero" para os manifestantes
Milhares de pessoas estão concentradas, junto de barreiras de segurança, em todos os pontos de acesso ao Congresso de Deputados, no âmbito do protesto 'Cerca o Congresso', que decorre sob forte presença policial.
O dispositivo de segurança envolve mais de 1.300 agentes e elementos de 30 dos 52 grupos operacionais das Unidades de Intervenção Policial espanhola.
"Polícia, junta-te a nós", é o grito de muitos manifestantes dirigido aos agentes que estão nas barreiras de segurança.
As autoridades espanholas declararam "tolerância zero" para os manifestantes que participem em qualquer tentativa de cercar o Congresso.
Milhares de pessoas nas ruas de outras cidades espanholas
A mais numerosa é a marcha procedente da Praça de Espanha onde, segundo estimativas de agentes policiais, estarão "milhares de pessoas".
O protesto é o tema dominante nas redes sociais espanholas com fotos e vídeos de manifestantes a darem conta da elevada presença em três assembleias organizadas durante a tarde mas, especialmente, a documentar a forte presença policial.
A delegada do governo em Madrid, Cristina Cifuentes, advertiu que este tipo de protesto não será tolerado enquanto decorre um plenário da câmara baixa das Cortes espanholas.
O artigo 494 do Código Penal espanhol define as penas para quem "promova, dirija ou presida a manifestações ou outro tipo de reuniões perante as sedes do Congresso de Deputados, do Senado ou de um Assembleia Legislativa de Comunidade Autónoma, quanto esteja reunida, alterando o seu normal funcionamento".
O protesto foi convocado pela "Coordenadora 25S" e pela "Plataforma em Pé", que defende a desobediência civil, protestos e uma "assembleia permanente" de cinco dias de duração nas imediações do Congresso de Deputados.
Ações idênticas foram convocadas para outras cidades espanholas. Em Barcelona, próximo do parlamento da Catalunha, cerca das 17h30 (16h30 em Lisboa) era visível um pequeno grupo de manifestantes, a maioria com bandeiras independentistas catalãs. link
O novo balanço foi confirmado pelas autoridades policiais e pelos serviços de emergência de Madrid, os quais explicaram que vários dos feridos necessitaram de assistência hospitalar e um deles está em estado considerado grave, com possíveis lesões medulares.
Dezasseis dos feridos foram hospitalizados, com ferimentos leves, de acordo com o "El Pais". Fontes da polícia informaram que 10 agentes tinham sido feridos durante os confrontos, dos quais quatro foram transferidos para o hospital.
Objetos contra os polícias
Os incidentes mais graves começaram cerca das 19h (18h em Lisboa) na Praça Neptuno, local onde estava o maior grupo de manifestantes - a delegação do Governo estima que eram cerca de 6 mil.
Um grupo de manifestantes começou a lançar objetos, incluindo ovos e garrafas, contra o cordão policial que estava atrás da barreira que desde a madrugada impede a passagem pela Carrera de San Jerónimo para chegar ao Congresso de Deputados.
Cargas policiais
Alguns manifestantes tentaram mesmo derrubar as barreiras, o que levou à chegada de sete carrinhas com reforços e dezenas de agentes antimotim. Estes agentes, ao todo cerca de 1300, realizaram uma primeira carga, abrindo um espaço no interior do grupo de manifestantes e, progressivamente, com novas cargas, foram limpando a praça, criando uma segunda barreira.
Duas horas depois da primeira carga, os agentes voltaram a carregar sobre os manifestantes, que responderam agredindo os polícias, alguns dos quais caíram no chão e foram pontapeados pelos manifestantes.
Os agentes dispararam balas de borracha contra os manifestantes e recorrem à bastonada, arrastando vários para os furgões policiais presentes no local.
Sentados pacificamente
Já depois das 22h (21h em Lisboa), um grupo menor de manifestantes permanecia ainda na Praça Neptuno, muitos sentados no chão em frente ao cordão policial.
Noutro ponto de acesso ao Congresso de Deputados, na Puerta del Sol, um outro cordão policial mantinha-se em frente a um grupo de algumas centenas de manifestantes, tendo ali também havido pelo menos uma detenção e duas cargas policiais.
Ainda assim, e apesar da presença policial, a vida em grande parte da Puerta del Sol continuava a decorrer com total normalidade, com muitos turistas a passear e até um grupo de mariachis mexicanos a cantar próximo da estátua de Carlos III a cavalo.
A normalidade vive-se em grande parte do centro de Madrid, apesar de todos os acessos em redor do Congresso de Deputados - num perímetro de cerca de 800 metros - estarem bloqueados.
Balanço do dia seguinte
Segundo a Chefia Superior da Polícia de Madrid, entre os 64 feridos, dos quais 28 necessitaram de hospitalização, estão 27 agentes policiais.
Fontes das Emergência Madrid confirmam que o caso mais grave é o de um homem que tinha uma patologia cervical prévia que se "reativou" durante os incidentes, desconhecendo-se se a causa foi uma queda ou se foi agredido. Uma equipa do Samur-Proteção Civil transportou o homem para o hospital com uma possível lesão medular.
A zona da Praça de Neptuno, na Carrera de San Jerónimo, um dos principais acessos ao Congresso de Deputados, viveu durante várias horas momentos de muita tensão, com cargas policiais e violentos confrontos entre manifestantes do protesto 'Cerca o Congresso' e agentes antimotim.
Vídeos distribuídos pelas redes sociais mostram ainda uma outra ação policial na estação de Atocha.
O forte dispositivo policial montado em torno ao Congresso - envolvendo 1300 agentes - permaneceu mobilizado até cerca da 1h de hoje (0h em Lisboa), ainda que um dispositivo de vigilância continue em torno do complexo, onde hoje decorre a sessão de controlo ao Governo. No início da madrugada, os agentes policiais despejaram os cerca de 50 manifestantes que permaneciam frente ao Congresso, passadas as 21h30, que eram o limite horário autorizado para a manifestação, noticia a Efe.
Cerca de 200 polícias antimotim foram-se aproximando do lugar onde estavam os últimos manifestantes e deslocaram-nos para fora do único espaço do Passeio do Prado que ainda ocupavam.
Os convocantes do protesto anunciaram ao final da noite de terça-feira uma nova concentração, hoje, às 19h, mas a manifestação não está legalmente autorizada.
Delegada do Governo defende ação policial
Entretanto, a delegada do Governo em Madrid já veio a público defender a ação dos agentes policiais durante os confrontos, considerando que os efetivos "receberam um ataque desproporcionado".
Cristina Cifuentes, que tinha prometido "tolerância zero" para qualquer tentativa de entrar na barreira instalada pela polícia, referiu-se assim aos confrontos. Em declarações à RNE, Cifuentes deu o seu "apoio absoluto" à resposta aos manifestantes, considerando que os agentes "receberam um ataque desproporcionado", com o lançamento de pedras, garrafas e outros objetos.
A representante do Governo espanhol em Madrid atribui responsabilidade pelos incidentes a "radicais antissistema", lamentando que tenha terminado em confrontos uma manifestação que era "pacífica" até à entrada em ação destes grupos.
Novo protesto marcado para hoje em Madrid
Questionado sobre a nova convocatória de protesto para hoje, anunciada ao final da noite de terça-feira, Cifuentes deixou um "apelo à tranquilidade", recordando que essa manifestação não está autorizada e que "se aplicará a lei com todas as suas consequências".
Já na terça-feira à noite o ministro do Interior, Jorge Fernández Díaz, tinha declarado o seu apoio à ação policial, afirmando aos jornalistas - numa curta declaração no Congresso de Deputados - que reagiram à "violência extrema" de alguns manifestantes. link
publicado no Expresso
Cf. vídeos e fotogaleria
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