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Da série: 'Importa-se de repetir?!' | Deputada do PSD diz que é a troika que está a financiar o Parlamento e a pagar os ordenados dos deputados

Posted: 4 de out. de 2012 | Publicada por por AMC | Etiquetas: , ,

A deputada do PSD, Teresa Leal Coelho, afirmou hoje, durante a discussão das moções de censura do BE e do PCP, que «este debate está a ser pago, está a ser financiado, não por um Moscovo soviético, mas por uma troika que financia os vencimentos [dos deputados] de que aqui falou».Teve o desplante de o dizer em plena Assembleia da República. Grave e mau de mais para ser verdade!


Fica o vídeo e o relato no Jornal de Negócios, clicando no link em baixo.

04.Out.2012


Não foi um "Moscovo soviético" que pagou o debate em que se discutiram as moções de censura do Bloco de Esquerda e do Partido Comunista Português ao Governo de Passos Coelho. Foi a troika. A distinção foi delineada hoje, quinta-feira, pela vice-presidente do PSD, Teresa Leal Coelho, numa declaração dirigida a João Semedo, do Bloco de Esquerda.
Tudo aconteceu no debate que antecedeu a votação das moções de censura ao Executivo. João Semedo, candidato à liderança do Bloco de Esquerda, discursou para justificar a moção de censura apresentada pela força política e para questionar ao Governo para que serve, afinal, “ser o bom aluno da senhora Merkel”.
Teresa Leal Coelho quis responder. Começou por dizer que ontem, quarta-feira 3 de Outubro, foi um “dia triste” para o Bloco. O dia da unificação da Alemanha, concretizada há 22 anos.
“Para terminar, pergunto apenas ao senhor deputado João Semedo se pode olhar nos olhos dos portugueses e dizer-lhes que este debate está a ser pago, está a ser financiado, não por um Moscovo soviético, mas por uma troika que financia os vencimentos de que aqui falou”.

“Mas o que é isto?”

O burburinho chegou ao Parlamento depois da declaração. “Mas o que é isto? Mas o que é isto?”, perguntou, por várias vezes, Francisco Louçã, o ainda coordenador do BE.
“Aguardemos só um minuto para que as emoções acalmem”, pediu Assunção Esteves, a presidente da Assembleia da República, a João Semedo, que queria responder à deputada social-democrata.
O deputado bloquista ainda teve de esperar para poder intervir. “Queria aproveitar esta efervescência para dizer aos deputados do PSD e do CDS que compreendo que estejam à beira de um ataque de nervos”, disse.
“Mas, lamentavelmente, tenho de vos dizer que hoje não vos posso ajudar. Não trouxe a caixinha do Lexotan [medicamento calmante]. Têm de se acalmar por vocês próprios”, acrescentou ainda Semedo, dizendo que não estava “particularmente interessado em discutir o muro de Berlim”.
João Semedo aproveitou ainda para referir que não tem problemas em olhar os portugueses nos olhos. “Ando na rua todos os dias, falo com as pessoas, olho as pessoas olhos nos olhos. Sabe quem é que já não anda na rua? São os ministros do seu Governo, do Governo que a bancada do PSD e CDS apoia”

Cf. também:


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