Leio no Diário de Notícias:
A Cinemateca Portuguesa suspendeu hoje, por tempo indeterminado, o sistema de legendagem eletrónica dos filmes que exibe, por causa das medidas de controlo orçamental. A decisão implicará a exibição de filmes estrangeiros na língua original, nomeadamente o ciclo dedicado ao realizador Lisandro Alonso ou, por exemplo, as produções italianas de Marco Bellochio, Vittorio Cottafavi e Pasolini, previstas para este mês.
Em causa, explicou a diretora da Cinemateca, está um despacho do Ministério das Finanças, de 12 de setembro, com medidas de controlo orçamental que afetam o organismo. (...) "O melhor termo para definir este último trimestre é 'embaraçoso'", por falta de respostas e decisões no que toca à Cinemateca, disse Maria João Seixas, referindo-se às questões e pedidos colocados pela instituição ao Ministério das Finanças.
e leio no Público:
(...) “Entendemos que [o corte nas legendas] era menos lesivo para a Cinemateca e para a programação do que a anulação de sessões” [disse a directora da Cinemateca]. (...) Maria João Seixas admite que a medida possa significar uma redução de espectadores. Mas sublinha tratar-se de um cenário que só poderá ser confirmado “depois de acontecer”. Diz também que a Cinemateca está “a tactear o terreno do interesse e da adaptação dos espectadores”.
Contactada pelo Público, a assessora do ministério das Finanças, Paula Cordeiro, remeteu o assunto para a Secretaria de Estado da Cultura, “que é quem tutela Cinemateca”.
O adjunto para a comunicação da Secretaria de Estado da Cultura, João Villalobos, disse ao Público que "os organismos sob tutela da Cultura não são, obviamente, excepção às medidas temporárias que visam adequar os recursos disponíveis às necessidades mais prementes, ao nível da despesa do Estado”. E acrescentou que cabe aos responsáveis dos diversos organismos adoptarem as medidas de gestão mais indicadas “de forma a minorar os efeitos a curto prazo, garantindo da melhor forma a eficácia dos serviços prestados e o cumprimento do interesse público”.





















0 comentários:
Postar um comentário