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| As vítimas da rede são meninas indígenas entre 10 e 16 anos, coagidas por ameaças que se estendem às instituições sociais que tentem denunciar o crime |
O secretário-executivo do Gabinete de Gestão Integrada (GGI) da Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP-AM), Frederico Mendes, garantiu hoje que, caso as denúncias da suposta rede de exploração sexual indígena no município de São Gabriel da Cachoeira (a 985 quilômetros de Manaus) forem comprovadas, o órgão vai realizar uma operação integrada das polícias civil e federal na cidade.
A rede de prostituição começou a ser investigada após a publicação de uma reportagem no jornal A Crítica, denunciando a situação.
De acordo com Frederico Mendes, é o sector de inteligência da SSP que está a trabalhar no caso: “Estamos apurando algumas denúncias e quando tivermos a veracidade das provas vamos agir de forma com uma ação policial de grande porte para desmantelar a rede de exploração sexual”, adiantou.
O delegado ressaltou que outras medidas de cunho social e preventivo estão sendo planejadas pelo GGI, para dar apoio às vítimas e famílias. O planejamento consiste na atuação da Secretaria de Estado de Assistência Social (Seas), Programa Educacional de Resistência as Drogas (Proerd) e do Programa de Prevenção as Drogas (Pró-Vida). “Somente a medida jurídica não tem efeito temos que dar apoio as vítimas e as famílias por isso vamos além destes programa viabilizar outras ações”, completou.
O procurador do Ministério Público Federal no Amazonas (MPF-AM), Júlio Araújo Júnior, instaurou uma ação de inquérito civil público para apurar denúncias de existência da rede de exploração sexual de adolescentes indígenas no município.
A ação do procurador, que também é responsável pelas questões indígenas do MPF, tem o prazo de um ano, podendo ser prorrogado conforme o andamento do caso. De acordo com o MPF, o processo corre em segredo de justiça para não expor a identidade das vítimas, adolescentes indígenas.
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| A população indígena de São Gabriel da Cachoeira representa 90% do total, mas mesmo assim é vítima de diversas agressões já denunciadas pela Foirn |
A Seas informou que aguarda o posicionamento do GGI para atuar no município com ações sociais junto às famílias das vítimas. De acordo com a Fundação Nacional do Índio (Funai) foi encaminhado à Coordenação Regional do Rio Negro um ofício referente a situação no município. O teor do documento e a medida que será tomada não foram, todavia, divulgados.
publicado no jornal A Crítica






















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