Mais uma noite violenta em S.Paulo: subiu para 13 o número de mortos entre a noite de ontem e a manhã desta sexta-feira na região metropolitana de São Paulo. Os crimes aconteceram nas zonas sul e leste da capital e nas cidades de Santo André e Santana de Parnaíba. Outras oito pessoas ficaram feridas.


São números negros que, nas últimas semanas se tornaram uma constante na cifra das madrugadas paulistas, em meio à verdadeira guerra urbana que corre solta e sem fim à vista. Por mais que o Governador do Estado insista em negar, e mesmo depois de Dilma ter decidido intervir e enviar ajuda, a situação permanece totalmente fora de controlo.
Desde que rebentou o confronto entre a Polícia Militar, a gang do PCC (auto-intitulada "Primeiro Comando da Capital") e as milícias civis, não há noite que amanheça sem uma média de cinco mortes e vários episódios de vandalismo urbano. A batalha entre PMs e PCC apanha a população pelo meio e leva tudo pela frente. De um e de outro lado atingem-se civis porque a lei é disparar primeiro e averiguar depois. Sucedem-se casos de crianças mortas pelos tiros, jovens afinal inocentes abatidos sem dó nem piedade e relatos populares de verdadeiras operações de execução em curso. Ainda que de dentro das cadeias tenha saído uma ordem para matar dois policiais por cada criminoso apanhado, a verdade é que a acusação de barbárie vale para os dois lados, com a polícia a dar caça indiscriminada nas ruas.






















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