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Entretanto em Manaus: Rio Negro dá sinais que a vazante chegou ao fim

Posted: 27 de out. de 2012 | Publicada por por AMC | Etiquetas: ,


O período de vazante dos rios do Amazonas está finalizando. De acordo com o último boletim do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), divulgado na quinta-feira, em Manaus o Rio Negro já subiu três centímetros nas últimas 72 horas e atingiu a cota de 16,94 metros este sábado. O nível mínimo registado este ano ocorreu no dia 23, com uma cota de 16,91m, ou seja 3,28m acima da estiagem recorde registada em 2010 (13,63 m).
De acordo com o engenheiro do CPRM Daniel Oliveira, os rios do Amazonas encontram-se dentro da normalidade e no final da vazante. “Os rios Madeira e Solimões, em Tabatinga, e o Purus, na Boca do Acre, também já estão subindo”, explicou ao informar que a antecipação do fim da vazante tem relação directa com a cheia histórica verificada este ano.
Segundo uma pesquisa informal realizada pela Associação Amazonense de Municípios (AAM), este ano nenhuma prefeitura decretou estado de emergência devido à vazante. Em alguns municípios está mesmo a ocorrer o repiquete (um súbito aumento no nível das águas no período em que o rio segue baixando).
No dia 16 de Abril, o  nível do Rio Negro bateu o nível da maior cheia de que há memória nos últimos 110 anos, de acordo com a Superintendência de Navegação, Portos e Hidrovias do Amazonas (SNPH). A cota chegou a 29,78 m, superando em 1cm a cota registada em 2009, quando o nível do rio alcançou 29,77 m, até então o índice mais elevado em arquivo.

Cuidados especiais

O período de transição da vazante para a subida dos rios requer cuidados para que não se contraiam doenças de veiculação hídrica, como hepatites A e E, doenças diarreicas, salmoneloses, febre tifoide e leptospirose. De acordo com o chefe do Departamento Clínico da Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT/HVD), Antônio Magela Tavares, deve evitar-se o uso de águas retidas (aquelas que não voltam para o rio), onde a matéria orgânica se decompõe e os agentes infecciosos se multiplicam em número mais concentrado. “Na vazante, quem vai adoecer são as pessoas que utilizam ou entram em contacto com essas águas, seja para beber ou apenas lavar um vasilhame”, explicou.
Na época da cheia, o número de pessoas que se expõem aos agentes infecciosos é maior, porque essas águas contaminadas chegam a entrar nas casas. “A cheia dissemina esses agentes infecciosos e a população fica mais exposta. Por isso que aumenta o número de casos de pessoas com problemas de doenças de veiculação hídrica. Mas o problema sempre existe”.
Segundo o presidente da Fundação de Vigilância Sanitária (FVS), Bernardino Albuquerque, nessa vazante a FVS não registrou nenhuma situação anormal no interior do Estado. “Não temos nenhuma situação anormal, alertamos a todos os secretários de saúde ao que diz respeito ao período da vazante”, afirmou. “O principal cuidado é com a água. Para isso, a FVS já distribuiu hipoclorito (para cada litro utilizar três gotas e deixar agir por 30 minutos antes de consumir) nas comunidades ribeirinhas”, disse. Magela também enfatizou que a água de corrente do rio pode ser fervida ou filtrada. “Mas a água retida não pode ser utilizada para nada”, alertou.

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