Leio no Público:
O ex-chefe de governo italiano Silvio Berlusconi foi condenado nesta sexta-feira a quatro anos de prisão por crime de fraude fiscal (...) e fica interdito de exercer um cargo público durante os próximos três anos. (...) O tribunal foi além do que pedia o ministério público, que tinha requerido três anos e seis meses de prisão para o “Cavaliere”. (...) O processo, que começou há seis anos, foi suspenso numerosas vezes, incluindo uma última vez em Abril 2009 depois da aprovação de uma lei que dava a Silvio Berlusconi imunidade penal durante 18 meses. A primeira audiência depois do reinício do processo ocorreu em Fevereiro.
Até agora, o Cavaliere foi condenado três vezes em primeira instância em 1997 e 1998 a um total de 6 anos e 5 meses de prisão efectiva por crimes de corrupção e financiamento ilícito de um partido político. Foi depois absolvido ou beneficiou da prescrição destes crimes.
Tanto a Itália como o Brasil levam a dianteira sobre Portugal. Pelo menos conseguem levar crimes praticados por poderosos à barra do tribunal e sentar políticos no banco dos réus. No caso Berlusconni saiu uma pena de prisão. No Caso Mensalão, as penas começaram a ser definidas esta semana. Resta saber se, tanto a Itália como o Brasil, terão a força legal necessária para as fazer cumprir. Se as condenações se adiarem em eternos recursos até, eventualmente, acabarem por prescrever, não só os julgamentos não terão servido de nada, como a Justiça sairá desacreditada aos dos olhos dos cidadãos e irremediavelmente enfraquecida para dissuadir futuros infractores.




















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