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Articulação inédita ocupa de novo o canteiro de obras de Belo Monte

Posted: 9 de out. de 2012 | Publicada por por AMC | Etiquetas:

fotos captadas no local na noite de ontem
Cerca de 200 manifestantes, entre indígenas de diversas etnias, agricultores e pescadores ribeirinhos continuam acampados no canteiro de obras da usina hidrelétrica de Belo Monte. O grupo invadiu a área na noite de ontem. Eles ocupam o Sítio Pimental, localizado perto do rio Xingu, no sudoeste do Pará, em protesto contra a construção da usina. Segundo os ocupantes, a água e a energia do local foram cortados.
A Norte Energia, empresa responsável pela construção e operação da usina, informou que durante a ocupação os manifestantes tomaram dois postos de vigilância, um ônibus e uma ambulância. Um motorista do Consórcio Construtor teria ficado ferido, e funcionários chegaram a ser mantido refés, mas foram liberados horas depois. O canteiro de obras foi evacuado, e os 900 funcionários que trabalhavam no Sítio Pimental foram transferidos para outro local.

A empresa informou ainda que irá entrar com pedido de reintegração de posse na justçla de Altamira, e que até o momento os manifestantes não apresentaram qualquer reivindicação.
O movimento Xingu Vivo, que participa da ocupação, afirma que uma comissão de funcionários da usina foi ao local, mas não entraram em acordo para que os manifestantes possam deixar Sítio Pimental.
De acordo com o movimento o protesto ocorreu porque a Norte Energia, empresa responsável pelo empreendimento, não cumpriu o acordo firmado com os manifestantes durante as ocupações realizadas nos meses de junho e julho. Ainda segundo o movimento, a empresa não manifestou proposta de negociação.
Os ocupantes querem que seja solucionado o problema da transposição do Xingu que, segundo o movimento Xingu Vivo, está com a navegação prejudicada desde que foram construidas "ensecadeiras", espécie de barragens de terra, ao longo do curso do rio.

Entenda o caso

A Usina Hidrelétroca de Belo Monte está sendo construída no rio Xingu, no sudoeste do Pará, com um custo previsto de R$ 19 bilhões. O projeto tem grande oposição de ambientalistas, que consideram que os impactos para o meio ambiente e para as comunidades tradicionais da região, como indígenas e ribeirinhos, serão irreversíveis.
A obra também enfrenta críticas do Ministério Público Federal do Pará, que alega que as compensações ofertadas para os afetados pela obra não estão sendo feitas de forma devida, o que pode gerar um problema social na região do Xingu.

publicado no G1
[ACTUALIZAÇÃO]

Belo Monte espera financiamento do BNDES e já avalia debênture


A Norte Energia espera que o financiamento de longo prazo do BNDES para a hidrelétrica Belo Monte saia ainda este ano e também já avalia recursos adicionais por meio de debêntures de infraestrutura para o final da obra, disse o presidente da empresa, Duílio Figueiredo nesta quarta-feira.
A empresa mantém os cronogramas da usina, com previsão para entrada em operação em fevereiro de 2015, mesmo após as diversas ocupações que paralisaram as atividades em canteiros neste ano.
"A paralisação de cerca de dois dias não chega a afetar o cronograma... O pessoal está agora indo para o sítio para cumprir o que foi determinado", disse Figueiredo à Reuters.
Mais cedo, a Norte Energia e o Consórcio Construtor Belo Monte conseguiram decisão judicial para reintegração de posse de uma área do canteiro Sítio Pimental que está ocupada por indígenas e representantes de movimentos sociais desde segunda-feira à noite, paralisando as obras no local.
Funai, representantes da Norte Energia e da Polícia Federal se dirigiram ao canteiro para negociar com os manifestantes e tentar desocupar área, além de reforçar a segurança no local, segundo o executivo.
A hidrelétrica do rio Xingu, no Pará, ainda não teve o cronograma atrasado por nenhuma das paralisações ocorridas nas obras neste ano por ocupação indígena ou manifestação de funcionários, segundo Duílio.
Mesmo a expectativa de fechar um financiamento de longo prazo de "pouco mais" de 20 bilhões de reais do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES) está mantida para este ano.
"A nossa expectativa é trabalhar para este ano assinar esse contrato até dezembro... Agora, recentemente, a Funcef adquriu uma participação e tínhamos que primeiro regularizar isso para depois fazer a contratação", disse Figueiredo ao acrescentar que novas movimentações societárias dentro da Norte Energia não são esperadas.
Além do financiamento de pouco mais de 20 bilhões de reais para a hidrelétrica orçada em cerca de 26 bilhões de reais, Figueiredo disse que a Norte Energia avalia a possibilidade de obter financiamento adicional, por meio de debêntures de infraestrutura, de 500 milhões de reais.
"Mas é para o final da obra, bem mais para frente", acrescentou.
A usina hidrelétrica Belo Monte terá 11,2 mil megawatts (MW) de potência instalada quando estiver concluída.
Entre os acionistas da Norte Energia estão Eletrobras e subsidiárias, Cemig e Light, Neoenergia, Funcef, entre outras.
No início de setembro, a Funcef, fundo de pensão dos funcionários da Caixa Econômica Federal, informou que aumentaria a participação na Norte Energia para 10 por cento, com aquisição de uma fatia de 3,75 por cento qupertencente à Engevix.

via Reuters

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