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Morreu o poeta brasileiro Manoel de Barros

Posted: 13 de nov. de 2014 | Publicada por por AMC | Etiquetas: , , , , 0 comentários


Leio no Público:
O poeta brasileiro Manoel de Barros morreu esta quinta-feira, aos 97 anos, em Campo Grande no Brasil.
O poeta que nasceu em Dezembro de 1916 em Cuiabá, no Estado de Mato Grosso, era o “poeta maior” do Brasil, nas palavras de Carlos Drummond de Andrade. Era também advogado e fazendeiro. Ao longo da sua longa carreira obteve importantes prémios literários, como o Prémio Nacional de Poesia (1966), o Prémio Jabuti (1989 e 2002) ou o Prémio da Academia Brasileira de Letras (2000). Em 2012 recebeu o prémio literário da Casa da América Latina.
Está editado em Portugal com as chancelas da extinta Quasi e da Caminho. Foi aliás esta editora da Leya que publicou uma edição que condensa toda a sua poesia publicada até ao ano 2010. Logo à entrada deste livro, o poeta escrevia: "A única língua que estudei com força foi a portuguesa/ Estudei-a com força para poder errá-la ao dente" .
E é dele também : "Poesia é a infância da língua. Sei que os meus desenhos verbais nada significam. Nada. Mas se o nada desaparecer a poesia acaba. Eu sei. Sobre o nada eu tenho profundidades."
No obituário d' O Globo lembra-se que no documentário Só dez por cento é mentira, realizado por Pedro Cezar e lançado em 2008, quando ao poeta perguntam como gostaria de ser lembrado ele responde: “A gente nasce, cresce, amadurece, envelhece, morre. Pra não morrer, tem que amarrar o tempo no poste. Eis a ciência da poesia: amarrar o tempo no poste”.


"Só Dez Por Cento é Mentira", realizado por Pedro Cezar (2008)

"Uivo", um documentário para reencontrar e descobrir António Sérgio

Posted: 31 de out. de 2014 | Publicada por por AMC | Etiquetas: , , 0 comentários

por Mário Lopes

 
“Quando se apaixonava, apaixonava-se de uma forma quase infantil. Era muito bonito”. Isilda Sanches, hoje na Rádio Oxigénio, recorda os tempos que, nos anos 1990, partilhou com António Sérgio na extinta XFM.
Ouvimo-la em Uivo, o documentário sobre o radialista que foi muito mais que mero radialista.


António Sérgio, que a morte levou a 1 de Novembro de 2009, foi divulgador e formador de várias gerações, foi editor rebelde com visão, foi “aquela” voz inconfundível, grave e ponderada. No limite, foi maior que muita da música que passou. Apaixonado, sempre. Pela música das margens, fossem
elas as do Mississipi, do Tamisa, do Hudson, do Niger ou do Tejo.

Eduardo Morais, realizador de 28 anos, conhecia o mito mas faltava-lhe biografia. Não o ouvira enquanto crescia, como a geração a quem António Sérgio, na passagem da década de1970 para a de 1980, abriu as portas para uma nova realidade, a do punk e new-wave, em programas como Rolls Rock, Rotação ou Som da Frente. Quando quis saber mais, Eduardo pouco encontrou. Decidiu então investigar a história por trás do mito. O resultado é Uivo, o seu terceiro documentário depois de Meio Metro de Pedra, dedicado ao rock português enquanto contracultura, e Música em Pó, sobre o fascínio pelo universo do vinil.


Uivo tem estreia este sábado, no Palácio Foz, em Lisboa, com duas sessões (16h30 e 21h30) em que será também apresentado Uivo da Matilha, livro, acompanhado pelo DVD do documentário, que recolhe de cartas escritas postumamente a António Sérgio por admiradores, músicos ou outros radialistas, compilado por Ana Cristina Ferrão, sua mulher e cúmplice inseparável. Na sessão nocturna haverá igualmente música, a cargo de Fast Eddie Nelson, The Fellow Man e Charles Sangnoir. Uivo correrá depois o país em mais 19 exibições. Barcelos, Santo Tirso e Coimbra, nos dias 6, 7 e 8 de Novembro, são as próximas datas.

Reportagem: índios isolados arriscam '1º contacto' com étnia ashaninka e servidores da Funai no Acre

Posted: 1 de ago. de 2014 | Publicada por por AMC | Etiquetas: , , , 0 comentários


No dia 29 de junho de 2014, um povo indígena isolado estabeleceu o primeiro contato com indígenas da etnia ashaninka e servidores da Funai, na Aldeia Simpatia da Terra Indígena Kampa e Isolados do Alto Rio Envira, no Estado do Acre, na região de fronteira do Brasil com o Peru.



Faz um mês nesta terça-feira (29) que um povo indígena isolado estabeleceu o primeiro contato com indígenas da etnia ashaninka e servidores da Fundação Nacional do Índio (Funai), na Aldeia Simpatia da Terra Indígena Kampa e Isolados do Alto Rio Envira, no Estado do Acre, na região de fronteira do Brasil com o Peru.
Os grupos de índios isolados da região, que entre si se envolvem em conflitos armados, buscam proteção no lado brasileiro porque estão sendo massacrados por narcotraficantes e madeireiros peruanos.

Em countdown para o Révèillon: ..."Time of Rio"

Posted: 30 de dez. de 2012 | Publicada por por AMC | Etiquetas: , , 0 comentários

Feliz Natal 2012!

Posted: 25 de dez. de 2012 | Publicada por por AMC | Etiquetas: , , , , , 0 comentários



À laia de cartão postal, com sinceros votos de Boas Festas a todos os leitores do Conexão, fica o Concerto de Natal deste ano, no Teatro do Amazonas, uma super-produção em três actos que reuniu 4.500 artistas em cena e 100 mil pessoas, no Largo de São Sebastião em Manaus.
Para assistir na íntegra clicando no link em baixo.

1º canal de TV indígena vai para o ar esta 6ª Feira, na Argentina


crónica do Ariel Palacios

A nova Lei de Mídia abriu brecha para a criação, na Argentina, de um canal de TV indígena. É o primeiro com estas características na história do país. O "Wall Kintun TV" - que significa "olhar circular" no idioma mapuche - começa a funcionar nesta sexta-feira, dia 07, em Bariloche.
A abertura da emissora é consequência do Artigo 37 da nova Lei de Media, que concede aos povos indígenas a autorização directa para a posse e funcionamento de canais de TV e estações de rádio. Acontece, no entanto, que o canal não é comandado pela etnia mapuche de Bariloche, mas pela "Cooperativa de Serviços Audiovisuais Mapuche", composta por 15 jovens que afirmam representar a comunidade.
O canal terá programas infantis, sendo que boa parte da programação não terá nada a ver com os mapuches que é suposto representar. A grelha retransmitirá, aliás, programas do canal estatal cultural Encuentro, entre outros.
Segundo a deputada estadual Rota Liempe, do Partido Unidade Popular, de esquerda, "os povos indígenas estão a ser usados como pretexto para fazer de conta que a lei é cumprida e que os indígenas estão totalmente integrados na sociedade". Também os líderes indígenas sustentam que os canais que o Governo está a distribuir a diversos grupos não representam as etnias existentes, já que mudanças recentes na legislação criam um cenário no qual ONGs compostas por indígenas de várias origens podem ser reconhecidas genericamente como "comunidades indígenas".
Embora seja formalmente "independente", o que é certo é que a Wall Kintun TV vai funcionar no edifício do governo provincial de Rio Negro, em Bariloche, controlado pelos kirchneristas.

Para ver na íntegra: entrevista do Primeiro-ministro, Passos Coelho, à TVI

Posted: 29 de nov. de 2012 | Publicada por por AMC | Etiquetas: , , 0 comentários

A propósito dos ataques israelitas à Faixa de Gaza

Posted: 23 de nov. de 2012 | Publicada por por AMC | Etiquetas: , , , , , 0 comentários


22 de Nov.2012

Owen Jones, jornalista do The Independent, ontem, no programa "BBC Question Time": claríssimo. 
Aliás, tão claro que até o próprio se surpreendeu com os aplausos que o seu comentário repercutiu:
Um espanto que evoca à memória uma observação mais antiga:
«During times of universal deceit, telling the truth becomes a revolutionary act
George Orwell

No painel de debate, além de Owen: Iain Duncan Smith MP, Yvette Cooper MP, Charles Kennedy e Deborah Meaden. Moderação de David Dimbleby. 
# Para assistir na íntegra: AQUI.

Sapo mostra relações entre as pessoas mencionadas nos 2,5 milhões de artigos da Lusa

Posted: 15 de nov. de 2012 | Publicada por por AMC | Etiquetas: , , 0 comentários


O portal Sapo vai disponibilizar uma ferramenta que mostra relações entre pessoas com base no número de vezes que estas foram mencionadas num mesmo artigo ao longo dos 25 anos de produção noticiosa da agência Lusa.
A novidade foi apresentada no arranque da sexta edição do Codebits, um evento para entusiastas da tecnologia que o Sapo organiza desde 2007 e que neste ano conta com 800 participantes reunidos no Pavilhão Atlântico, em Lisboa.
A visualização interactiva das redes de relações entre pessoas (de chefes de Estado a desportistas, passando por artistas, economistas e políticos) foi criada a partir de cerca de 2,5 milhões de artigos da Lusa, correspondentes à totalidade do arquivo da agência, que foi fundada em finais de 1986 (como sucessora da ANOP) e que começou a publicar a 1 de Janeiro de 1987.

Os EUA e a Agenda Climática: urgências, inconveniências e... contingências

"Climate of doubt" via Frontline / PBS

Ao contrário do que sucedeu na campanha eleitoral americana de 2008, em que tanto Barack Obama como John McCain elegeram a questão das Alterações Climáticas uma prioridade nacional, o assunto praticamente se eclipsou do debate, na corrida à Casa Branca em 2012. Em nenhum dos três frente-a-frente televisivos entre Obama e Romney a questão foi aflorada, não obstante as pesquisas indicarem que essa é uma preocupação cara aos eleitores.
Por ironia, a questão mais silenciada pelos dois candidatos ao longo da campanha, acabou por dominar as atenções, nos EUA e no Mundo, justamente na recta final da disputa eleitoral, por conta da passagem trágica do furacão Sandy pelo país e pelas Caraíbas. A posição de ambos sobre o assunto transformou-se, aliás, num elemento determinante, confessado por muitos eleitores para decidir o voto. Depois de meses a ignorarem a matéria, Obama e Romney foram surpreendidos pela situação e, ao arrepio do que tinham nos planos, viram-se forçados a dar o tudo por tudo com a matéria no comando das acções eleitorais.
A marcha à ré no debate e na acção, todavia, não é de agora e acentua-se desde que a 'agenda verde' de Obama esbarrou nos primeiros obstáculos, logo no início do seu primeiro mandato. Mais: o fervor de consciência ambiental, que Al Gore (Prémio Nobel, dois óscares com "Uma Verdade Inconveniente") teve a capacidade de colocar no topo das urgências mundiais, foi-se diluindo e cedendo à contra-campanha organizada por aqueles que veêm na responsabilização da acção humana sobre a Natureza o obstáculo a uma exploração económica que querem livre e desregulada. Aproveitando o cenário de recessão mundial, cavalgaram a onda da crise financeira e acenaram com o fantasma do desemprego, associaram a defesa do clima a uma perda generalizada de postos de trabalho, capitalizaram o pavor social e foram neutralizando as demandas globais de intervenção em favor do Planeta. 
A demissão e o impasse gerado pelos EUA face ao Protocolo de Kyoto, a sua sistemática recusa num acordo de redução nas emissões de carbono e, por fim, a ausência da Cimeira Rio+20, são apenas os ganchos mais flagrantes do abandono da agenda climática tão obstinadamente defendida por Obama até à eleição de 2008.
A reportagem em baixo ajuda a perceber os tentáculos que minaram a agenda climática nos EUA, pervertendo o debate, mais pela combinação de interesses de circunstância do que através de objecção com fundamento científico, culminando num processo contaminação da opinião, de contornos no mínimo escusos, que atende pelo nome de 'Climategate'. 


Seguem dois artigos de Coral Davenport, correspondente do The National Jornal para as questões da energia e do ambiente: um, publicado no final de Outubro, sobre o silêncio de Obama a respeito da matéria, durante a campanha eleitoral; outro, publicado em Setembro, à data da Convenção Nacional do Partido Republicano, no âmbito das referências críticas e irónicas que o tema das Alterações Climáticas mereceu no discurso de Mitt Romney. Numa dessas intervenções, Romney arrancou gargalhadas à plateia, contrapondo:
”President Obama promised to begin to slow the rise of the oceans. And to heal the planet. My promise is to help you and your family.”

As declarações valeram-lhe a simpatia da ala céptica da sociedade americana, que despreza as preocupações ambientais, mas a vantagem eleitoral que aparentemente renderam acabaram por se voltar contra Romney ainda antes das urnas. A calamidade provocada pelo furacão Sandy recolocou as preocupações climáticas no topo das prioridades dos eleitores. Confrontado com os efeitos reais do problema, o candidato foi obrigado a engolir o desdém de que se vangloriara um mês antes.
A incongruência - entre a ausência de discurso político, o interesse manifesto dos cidadãos e as evidências incontornáveis da realidade - que o Sandy veio expor é de tal forma flagrante que os EUA discutem agora, a poucos dias da eleição, a forma a vitória de um ou outro candidato se pode vir a decidir em torno de uma política para as Alterações Climáticas.

A este respeito, e a par com os dois artigos referidos, vale ainda ler uma entrevista de Coral Davenport ao "Frontline", da PBS, onde ela analisa a inversão abissal do Congresso sobre o assunto e explica que opções políticas ainda estão sobre a mesa, para aqueles que defendem a necessidade de acção urgente neste domínio.

[ENTREVISTA]

In 2008, Obama campaigned pretty actively around the issue of climate change, proposing a cap-and-trade system that would put a ceiling on carbon dioxide emissions. What’s behind his quieter stance this election?

… In this campaign, the public perception has shifted so much. The Republican Party has shifted so far to the right that it has denied the science at all.
Another reason is the biggest issue in this campaign: the economy and jobs. Republicans have sold climate regulation as something that will hurt jobs, that it will probably increase the price of fossil fuels. So within the Obama campaign there’s a sense that [this is a losing battle].
[Obama] campaigned on this aggressive, detailed [cap-and-trade] plan, and they torpedoed it. It passed the House, just barely, and died in the Senate. And in the midterm elections, Republicans campaigned on cap-and-trade to the point where it became politically toxic. …
Part of Obama’s campaign promise was to pass cap-and-trade and use that money for the government to invest heavily in clean energy research; $150 billion was his campaign pledge.
What ended up happening was that in 2009, soon after Obama was elected, Congress passed the stimulus, with $50 billion … to invest in clean energy. The first big solar company to get funds was Solyndra, which later went bankrupt. And so this campaign promise of clean energy spending became politically toxic, it became something [used] to attack the idea of clean energy spending.
Democrats who had supported cap-and-trade retreated. It became fodder for campaign ads. It was portrayed as an energy tax that would hurt the economy. And then a lot of Democrats who supported cap-and-trade ending up losing their jobs [in the midterm elections].

So if cap-and-trade is no longer an option, what options does Obama have to address climate change if he’s re-elected?

He doesn’t have a lot of options. He cannot go back to cap-and-trade; that has no chance of passing.
One thing he could and probably will do is use the EPA [Environmental Protection Agency] to roll out new rules limiting coal-fired power plants that would require coal plants to rein in their pollution of C02 emissions.
It’s very unpopular. He’d probably not want to talk about this on the campaign trail because it could lead to the closure of coal plants in Ohio, Virginia, Colorado and Pennsylvania — all swing states. …

What are the chances Congress would take up the issue, and in what way?

Cap-and-trade is dead, but there is one policy that does have some bipartisan support. It’s kind of a long shot, but it’s a carbon tax. Economists say the most effective way to address the issue is to put a tax on greenhouse emissions. Republicans like the idea in exchange for an end to other taxes they don’t like.
In the next year, Congress is expected to take up a sweeping tax code reform to clean up the tax code and help the federal deficit. So a lot of old tax policies will be on the table.
So if they frame this as not an environmental issue, but as a good tax policy, as part of the mix, as good fiscal policy, that could be one opening in the next year or so that would be tremendous environmental policy that economists say would be the most effective.

What’s Mitt Romney’s campaign stance on climate change?

… Mitt Romney has had several positions on this issue. As a governor, he pushed climate change policies, pushed his government on the issue, promised to close coal plants. In his book, he said he supports this idea of this carbon tax, like McCain.
But when he started running in the Republican primary this year, where he was attacked by those on the right, like Perry, who denied climate change, [Romney] also went to the right and walked back his former views. He’s indicated he’s not sure what causes climate change. In this speech at Republican National Convention, he mocked the issue, telling the crowd: ”President Obama promised to begin to slow the rise of the oceans. And to heal the planet. My promise is to help you and your family.” That was a laugh line.

In Congress, who’s leading on climate change issues? Who isn’t doing anything?

In the Republican-majority House, the chairman of the Energy and Commerce Committee, Fred Upton, is now supposed to undercut climate change, undercut EPA regulations, which is an awkward position for him because for most of his career, he was a real moderate on this issue. He used to say it was a problem. He sponsored legislation to mandate energy-efficient light bulbs with lower emissions.
Within the House, the other big leaders are Darrell Issa, chairman of the House Oversight and Government Reform Committee, charged with leading investigations into the executive branch. He’s made this a big issue. [Congressman] Joe Barton, a Republican from Texas, is known as one of the biggest skeptics. And in the Senate, Jim Inhofe (R-Okla.). They used to be out in the cold. …
As for leaders on the left pushing for change, there’s Henry Waxman (D-Calif.), the ranking Democrat on the House Energy and Commerce Committee, and he was the leading sponsor of House cap-and-trade bill that passed, and which led to a lot of his Democratic colleagues losing their jobs [in the 2010 midterm elections]. He’s the stalwart environmentalist not backing down.

Among Republicans, is there anyone pushing to address climate change?

Outside of Congress, there are a lot of Republicans who are very concerned in the way their party talks about climate change. They’re afraid the Republicans will end up on the wrong side of history, and this view will come back and hurt them badly. So they’re outside the political process having conversations on how to push the issue.
The Energy and Enterprise Initiative is made up of Bob Inglis of South Carolina, who lost his job in part for support of climate change and is working with conservative economist Art Laffer, with the support of Romney adviser Greg Mankiw to push for this idea of the carbon tax.
There is also the Young Conservatives for Energy Reform, a Christian Coalition linked up with [Young Republicans], that fears that the party is morally on the wrong side of the issue.
So there’s a growing conversation of Republicans who aren’t in public office, who are worried, who want to tell Republicans that if they go back to a moderate place on this issue, we will still support them.
But a much more powerful voice is fossil fuel groups and SuperPACs. They haven’t had nearly as much of a voice as the SuperPACs, like Americans for Prosperity, or the coal groups, like the American Coalition for Clean Coal and Electricity, which are spending very heavily to influence the campaign and make sure Republican candidates don’t move on the issue.

Are there economic costs to not addressing the issue? What are the costs for American taxpayers?

The economic costs are adding up. One thing scientists say is that we’re already starting to see increased floods, and so there are increased insurance rates in areas where there are more floods, stronger hurricanes or increased drought.
We had record drought this year, which sent up food prices. So climate change is already starting to have an impact on bottom lines. Former Republican Senator Richard Lugar of Indiana, who lost his Republican primary, said that even if Republicans aren’t going to come to the table [on the issue of climate change], they better be prepared to pay for the results of it, the taxpayer damage. This is going to keep coming and driving up costs. …

How much do voters care about the issue?

It’s interesting because a couple of years ago we saw polls showing that fewer and fewer people were convinced by climate science or believed in climate change.
Now we have extreme droughts, record weather damage, on the taxpayer’s dime, and we’re starting see voters change. [A Pew study released last week] showed that in the last year, an increasing number of Americans say the earth has been getting warmer over the last few decades and that the rise in the earth’s temperature is mostly because of human activity.
This is an issue for independent voters who say that where a candidate stands on climate change change can influence their vote, and they want to see a candidate who will do something on climate change. So that’s a new dynamic that we’re starting in the hump stretch of this election season. Part of it has to do with the extreme weather of this summer, when we saw food prices go up. Extreme drought is something that can be directly tied to climate change. Voters tend to respond to dynamics that are most directly affecting them. It’s fresh in voters’ minds.


e ainda:

Outros documentários:




Obama's Climate-Change Silence
by Coral Davenport

The president is finally talking about global warming again, but his best chance of actually doing something about it may come if he keeps quiet.

Climate change is slowly returning to the campaign conversation. After essentially ignoring the issue all year, President Obama has finally begun to explicitly address the dangers of fossil-fuel emissions warming the atmosphere, a phenomenon that an overwhelming majority of scientists agree will have grave consequences—some of which are already evident in the form of extreme droughts, increased flooding, and more-devastating storms. At an Oct. 11 rally in Miami, Obama said, “And, by the way, my plan will reduce the climate pollution that’s heating our planet. Because climate change is not a hoax … it’s a threat to our children’s future.”

Arranca a 'Operação Curumim 2' que vai levar atendimento médico aos índios da região amazônica

Posted: 1 de nov. de 2012 | Publicada por por AMC | Etiquetas: , , 0 comentários

A partir de segunda-feira, a Operação Curumim 2 começará a prestar atendimento médico aos índios da região amazônica. As acções, coordenadas pelas Forças Armadas e com o apoio do Ministério da Defesa, têm como foco crianças e grávidas, com vista a reduzir os números de mortalidade infantil e materna. Além da vacinação dos índios, distribuição de medicamentos e cestas de alimentos, vão ainda  ser analisadas as condições de saneamento básico e o abastecimento de água nas aldeias. Outra das preocupações será a avaliação das necessidades de melhorias a realizar nas casas de apoio ao índio da região.
De acordo com o Ministério da Defesa, durante um mês, as tropas do Exército e da Força Aérea Brasileira (FAB) fornecerão apoio logístico  para que as equipas do Ministério da Saúde possam atender 17.294 índios de 14 aldeias. As equipas de saúde serão deslocadas para os pontos de atendimento a partir de Manaus e utilizarão as instalações dos pelotões especiais de Fronteiras (PEFs) do Exército. Os militares da FAB vão actuar no Alto Rio Negro e Alto Solimões. Já o Exército terá maior participação na região do Alto Solimões. Nesta edição, o apoio da Marinha foi descartado devido ao baixo leito dos rios nas áreas da expedição. Além disso, os técnicos de saúde contarão ainda com bases nas cidades de São Gabriel da Cachoeira e Tabatinga, onde o Comando Militar da Amazônia dispõe de unidades hospitalares.

 
#AgendaSUS - 05 jun | Acções Estruturantes a povos indígenas do Acre (Min.Saúde - 05.Jun.2012)

A primeira fase desta Operação foi iniciada a partir da mobilização de comunidades indígenas antes da realização da Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. A  acção de emergência então desencadeada foi determinada pelo próprio Governo Federal e destinou-se a atendimentos de saúde a tribos do estado do Acre. Foram realizados, durante a acção, 2.379 atendimentos médicos, 1.050 odontológicos e 2.201 de enfermagem.

Cf. também:

Suicídio dos Guarani Kaiowá motivos, e reacções

Posted: 24 de out. de 2012 | Publicada por por AMC | Etiquetas: , , , , 0 comentários


Jornal Gazeta - 24.10.2012

Bob Fernandes volta a insistir na denúncia do drama dos índios Guarani Kaiowá.
Transcrição integral, clicando no link em baixo.

De Lula para Mota Soares


Num momento em que a miséria não pára de aumentar em Portugal e o Governo dá mostras diárias de não saber o que fazer a tantos pobres, fica o conselho do ex-presidente Lula da Silva. De borla: grátis e sem requerer factura alta a nenhuma empresa de consultoria. Simples, assim. Como a resposta: «Espírito de mãe!».
A entrevista é conduzida por Daniel Filmus, e integra uma série documental dedicada aos presidentes da América Latina, co-produzida em 2009, na Argentina, pelo Canal Encuentro e a TV Pública.

Com dedicatória especial ao ministro Pedro Mota Soares e equipa.

As ameaças de Durão Barroso

Posted: 23 de out. de 2012 | Publicada por por AMC | Etiquetas: , , , , 0 comentários

Durão Barroso, hoje em Bruxelas. foto: Vincent Kessler
Durão Barroso volta à ribalta, na pele de grande líder da Europa desavinda, para reclamar os louros pelo prolongamento concedido para a redução do défice. "Foi a Comissão, não o FMI, que propôs mais um ano para Portugal", veio lembrar de dedo em riste, do alto do púlpito de Bruxelas. Depois, endurecendo ainda mais o dedo, crescendo nos bicos dos pés e insuflando o peito, vociferou o aviso em tom de ameaça: reestruturar a dívida vai, diz ele, "atrasar a situação do país" e adiar perigosamente o "retorno aos mercados".
Vale a pena ver este vídeo e o que se segue, não tanto pelo conteúdo, mas pela forma, pelo o tom e os modos de Durão.


Incapaz de domar a Alemanha e segurar, como lhe competiria, as rédeas da Europa, Barroso antecipa as dores de cabeça que se avizinham, caso Portugal inverta a obediência e exija renegociar o pagamento da dívida. É certo que fez as malas, se instalou na Comissão Europeia e voltou costas a Portugal, onde tem pugnado por passar pelos intervalos da chuva, apostado em fingir que não é português e nada tem a ver com a ruína nacional. De Bruxelas, tem-se desdobrado em moralismos e críticas à governação portuguesa, omitindo o facto de ter - ele próprio - sido primeiro-ministro, com amplas responsabilidades no descalabro.
Acontece que, mesmo fazendo ouvidos moucos ao que se passa cá dentro, nunca faltaram bons informadores ao presidente da CE. Neste momento, Barroso sabe bem que o descontentamento deixou de vir apenas da esquerda. Alastrou ao centro e à direita. Tomou, aliás, conta das vozes dominantes do seu partido. Barroso não ignora que os ataques mais duros à política de austeridade que tem defendido na Europa provêm (pasme-se!) de sociais-democratas históricos e considerados. Mais do que não gostar, tem medo do que está a suceder. Vê crescer a frente de contestação nacional, num uníssono que todos une, e está às portas do pânico. Se todas essas vozes concordantes ganharem espessura, na opção pela renegociação dos termos de pagamento da dívida, está metido numa camisa de sete varas. Como vai ele dobrar a Srª Merkel sem por a nu que, apesar de ocupar o cargo, é ela quem de facto dita as regras? Antecipando os apertos de uma bota que não sabe como haverá de descalçar, Barroso arma-se em 'durão' e parte para as ameaças, na esperança de assustar e, com isso, estraçalhar o acordo nacional que se começou a formar em torno da necessidade imperiosa de rever o acordo com a troika. 

A mensagem de Durão Barroso é básica e resume-se numa linha: já fui amiguinho, dei-vos mais um ano, portanto retribuam o favor não me criando problemas que dispenso. O interessante aqui não é tanto o teor das suas palavras (infelizmente, previsível e em linha com a cobardia da semana passada), mas os modos em que são proferidas.
É a imagem descontrolada de um Barroso subitamente descomposto dentro dos colarinhos, avermelhado pela irritação, empinado no timbre e a hiper-ventilar no púlpito. Barroso pensa que ruge ameaças e impõe respeito, mas apenas transparece um vergado apelo à clemência dos povos perante a sua própria incompetência. Crente que reprime a insurreição, mais não faz que confessar impotência.
Aquilo que verdadeiramente dá que pensar é o carácter que assim fica exposto. É o perfil e a vértebra de quem preside a esta Europa.  Quem opta pela chantagem é incapaz de negociar o que quer que seja de boa fé. Quem parte para a ameaça desconhece o valor da conciliação. Quem divide para reinar nunca terá condições para suster o que se está a esboroar. Nunca a união da Europa correu tanto perigo como agora, entregue às mãos de uma liderança com semelhante verve.

«863 índios se suicidam... e quase ninguém viu!»


Jornal Gazeta - 22.10.2012

Bob Fernandes comenta o  drama dos índios Guarani Kaiowá.
Transcrição integral, clicando no link em baixo.

Entretanto, em Londres: um milhão em marcha contra a austeridade

Posted: 20 de out. de 2012 | Publicada por por AMC | Etiquetas: , , , 0 comentários

O protesto foi convocado por mais de 50 sindicatos e terá início às 11h. Os organizadores esperam um milhão de pessoas, numa manifestação que vai atravessar Londres e acabar num comício no Hyde Park. Centenas de portugueses, gregos, espanhóis e italianos residentes em Londres prometem marcar presença.


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Documentário sobre a obra de Souto Moura em destaque no 56º London Film Festival

Posted: 18 de out. de 2012 | Publicada por por AMC | Etiquetas: , , , , 0 comentários

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Reconversão, documentário de Thom Andersen.

Para ler AQUI.

Educação: a área social em que Portugal mais corta e o Brasil mais aposta

Leio no Diário Económico:

A Educação vai ser a área social com maior corte real de verbas em 2013. Apesar de ainda não ser possível determinar a redução global exacta feita no ministério de Nuno Crato, a verdade é que (...) o corte orçamental da Educação e Ciência é bem superior ao inicialmente estimado. Só no básico e secundário atinge os 703 milhões (menos 11%). No ensino superior, os reitores garantem que haverá também um corte real e ameaçam já com o encerramento de universidades.
(...) Quase metade (47,4%) desta redução de 703 milhões de euros vai ser feita com o corte no investimento da Parque Escolar. Em 2013, a empresa responsável pela requalificação da rede escolar vai ter menos 266,9 milhões. No entanto, o documento revela também a intenção de continuar a reduzir professores, utilizando "critérios exigentes de gestão e racionalização", e fechar escolas, defendendo uma "racionalização da rede de oferta de ensino".

A contrastar com este cenário, ontem mesmo, no Brasil, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara de Deputados aprovou a redacção final do Plano Nacional de Educação (PNE), que prevê que 10% do PIB seja destinado à educação. Só ficou por saber quanto caberá à União, aos Estados e aos municípios investirem. O Governo queria que essa discussão também decorresse na Câmara, mas foi derrotado pela base de apoio e a definição transita agora para o Senado.
É certo que a educação no Brasil está longe de se poder considerar idílica. Basta lembrar a extensão das greves de professores que, por meses, paralisaram escolas e universidades, agitando o país num clamor por condições de trabalho e salários mais justos. Ainda assim! Aliás, seria até interessante imaginar que proporções tomaria a sua luta se, à semelhança do que sucede em Portugal, a classe se debatesse há anos contra sucessivas desconsiderações e penalizações laborais. Como seria igualmente curioso tentar imaginar o que aconteceria em Portugal se os professores ousassem levar por diante uma greve de extensão e duração idêntica à brasileira.
Observando, uma e outra realidade nacional, são inúmeras as diferenças e cada vez mais opostas as opções e políticas educacionais adoptadas. Enquanto em Portugal, por exemplo, se legisla para aumentar o número de alunos por classe, no Brasil, a Comissão do Senado aprovou recentemente um projecto destinado a reduzi-lo. Enquanto em Portugal aumenta assustadoramente o número de estudantes universitários que se vêem obrigados a abandonar os seus cursos por falta de recursos económicos, no Brasil, só em 2011, as matrículas no ensino superior cresceram 5,7%.
Não é à toa que a UNESCO revelou, por estes dias, que 200 milhões de jovens de países em desenvolvimento não completaram ensino primário.

Nesta lógica de números, apostado em transformar o ensino numa máquina de calcular cada vez mais obcecada e desumanizada, é de temer que episódios de insensibilidade chocante, como o que se segue, tendam a multiplicar-se em Portugal.


SIC Notícias - 16.10.2012

Com 20 mil euros de dívidas acumuladas nas cantinas e depois de vários alertas aos pais que não pagam, um agrupamento de escolas em Quarteira decidiu deixar de dar almoço às crianças.
Na reportagem (transmitida, por ironia, em pleno Dia Mundial da Alimentação!), a directora apresenta os argumentos que a levaram a optar pela «medida extrema» de impedir a entrada de uma menina de 5 anos no refeitório, obrigando-a a ficar sem comer até à hora de saída, quando a mãe a veio buscar: dinheiro.

Assistindo na TV | Entrevista a Jorge Sampaio

Posted: 14 de out. de 2012 | Publicada por por AMC | Etiquetas: , , , , 0 comentários



Entrevista de António José Teixeira ao ex-presidente da República Jorge Sampaio, ontem à noite, para o programa 'Portugal 2012' da SIC Notícias.

Para ver ou rever na íntegra.

Governo omite custos exorbitantes das exigências da UNESCO para viabilizar a barragem do Tua

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O relatório apresentado pela missão da UNESCO que esteve no Tua em Agosto passado conclui que a construção da barragem é compatível com o estatuto do Alto Douro como património da humanidade, mas impõe um duríssimo caderno de encargos ao Governo português, ao qual este terá de responder até final de Janeiro de 2013.


Num comunicado conjunto, o GEOTA (Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente), a Quercus e outras associações que se têm manifestado contra a construção da barragem – às quais se vieram associar alguns produtores de vinho da região - estimam que a concretização das recomendações da UNESCO resultaria muito mais cara do que parar a barragem.
Deste relatório da UNESCO "fica evidente que o empreendimento [da barragem do Tua] não é incompatível com a preservação do estatuto de "património mundial" do Alto Douro Vinhateiro", escreve, no seu blogue, o embaixador português em França (e junto da UNESCO), Francisco Seixas da Costa. No entanto, esta conclusão, saudada tanto pelo Governo como pelo Partido Socialista, vem acompanhada de duras críticas ao modo como o processo foi gerido e de um conjunto de recomendações que podem tornar este documento um presente envenenado para o executivo.
Seixas da Costas não esconde a influência que teve neste desenlace, explicando que, após a proposta de decisão que apontava para a suspensão imediata dos trabalhos da barragem, ele próprio se reunira em Paris "com cada um dos 21 membros" do Comité do Património Mundial da UNESCO, fazendo-lhes ver que não teria sentido suspender a obra "na pendência da realização de uma nova missão". Mas o preço que o país terá de pagar por esta aparente vitória diplomática poderá ser bastante alto.
Se algumas das exigências serão difíceis de cumprir em tempo útil, como a da criação de um novo Plano de Gestão do Alto Douro Vinhateiro, discutido com todas as partes interessadas e que tenha força de lei, outras implicarão, segundo as associações ambientalistas, custos exorbitantes.